Publicidade

Primeira oficina de escuta livre, prévia e informada do Pages é realizada na terra indígena Caru – Aldeia Maçaranduba

O evento, iniciado na segunda-feira, 11, teve como foco central as ações planejadas no âmbito do Projeto Amazônico de Gestão Sustentável

12/03/2024 às 17h17
Por: Redação Fonte: Secom Maranhão
Compartilhe:
- O evento, iniciado na segunda-feira, 11, teve como foco central as ações planejadas no âmbito do Pages (Foto: Divulgação)
- O evento, iniciado na segunda-feira, 11, teve como foco central as ações planejadas no âmbito do Pages (Foto: Divulgação)

A Terra Indígena Caru – Aldeia Maçaranduba foi palco de oficina de Consentimento Livre, Prévio e Informado (CLPI), reunindo cerca de 50 indígenas da comunidade. O evento, iniciado na segunda-feira, 11, teve como foco central as ações planejadas no âmbito do Projeto Amazônico de Gestão Sustentável (Pages).

A oficina, dividida em dois momentos, teve início pela manhã com a apresentação detalhada dos quatro componentes que compõem o Pages. Além disso, proporcionou um espaço para a escuta atenta das dúvidas e questionamentos dos indígenas em relação ao projeto, promovendo uma interação construtiva.

No turno da tarde, a dinâmica evoluiu com a divisão dos participantes em dois grupos: as "Guerreiras da Floresta da Terra Indígena Caru" e os "Brigadistas da Floresta". Estes grupos se dedicaram a discutir práticas, linhas produtivas, matérias-primas, táticas de defesa e monitoramento, bem como os recursos disponíveis na comunidade. A metodologia adotada buscou um diálogo aberto, respeitando as particularidades de cada território.

Destaca-se a participação ativa de importantes representantes institucionais, como a coordenadora regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Edilene Krikati, o coordenador de proteção territorial da Funai, Daniel Cunha, e a assessora técnica, representando a Secretária Adjunta dos Direitos dos Povos Indígenas da Secretaria Estadual de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), Erika Silveira.

No mesmo período, o coordenador de implementação e monitoramento de povos indígenas do Ministério dos Povos Indígenas, Émerson Rubens, e o coordenador de governança e participação do NPI, Iuri Jenipapo, participaram das discussões, mesmo estando em outra missão com a Funai.

Ao final das intensas deliberações, um vídeo produzido pelas Guerreiras das Florestas foi apresentado, narrando a importância da sensibilização nos povoados vizinhos à comunidade indígena. O intuito é fomentar diálogos que visem a mitigação de conflitos e a conscientização sobre a relevância do projeto.

Para o segundo dia da oficina, agendado para esta terça-feira, 12 de março, está prevista uma reunião da comunidade para aprimorar as metodologias discutidas e apresentar estratégias concretas para a execução do projeto dentro do território. A expectativa é que esse evento contribua significativamente para o fortalecimento da gestão sustentável na região, consolidando uma abordagem participativa e respeitosa das especificidades locais.

Projeto Pages

O Projeto Amazônico de Gestão Sustentável - Pages é fruto da parceria entre o Governo do Maranhão e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola - Fida. Com a meta ambiciosa de beneficiar 20 mil famílias agricultoras em situação de pobreza e extrema pobreza, o programa busca não apenas reduzir a pobreza rural, mas, também, contribuir para a preservação ambiental, promovendo o desenvolvimento sustentável em toda a região Amazônica do Estado.

Com investimento de US$ 37 milhões, o Pages visa melhorar a subsistência e a segurança alimentar e nutricional de agricultores familiares maranhenses, promovendo atividades de conservação e o uso sustentável da floresta amazônica com ações de proteção e reflorestamento das populações rurais do estado.

O Pages irá beneficiar 80 mil pessoas, entre agricultores familiares, incluindo comunidades indígenas e tradicionais. A prioridade é para mulheres e jovens, contemplando três regiões do Maranhão: Amazônica, Gurupi e Pindaré, além das terras indígenas de Arariboia e afrodescendentes (quilombolas), que administram grande parte da cobertura florestal remanescente.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.