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Aluna da Uema integra delegação brasileira em Conferência das Nações Unidas

Marcilene Liana Guajajara integrou a delegação brasileira na 28ª Conferência das Partes (COP28) das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), ...

02/02/2024 às 17h55
Por: Redação Fonte: Secom Maranhão
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Foto: Reprodução/Secom Maranhão
Foto: Reprodução/Secom Maranhão

A estudante Marcilene Liana Guajajara, do curso de Ciências da Natureza no Programa de Formação Docente para a Diversidade Étnica (Proetnos) da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), integrou a delegação brasileira, liderada pela ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, na 28ª Conferência das Partes (COP28) das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), realizada no mês de dezembro em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

A COP28 foi marcada pelo protagonismo indígena na condução dos debates sobre a crise climática global. Marcilene Guajajara, originária da aldeia Maçaranduba, território Carú do município Bom Jardim (MA), desempenhou um papel ativo como liderança feminina indígena, levando as demandas dos povos indígenas do Maranhão para o cenário internacional.

Além de cursar o 4º período de Licenciatura Intercultural para a Educação Básica Indígena/Ciências da Natureza, Marcilene Guajajara é coordenadora-geral da Coordenação das Organizações e Articulação dos Povos Indígenas do Maranhão (COAPIMA). O desafio de representar o Maranhão e o Brasil nas decisões sobre a questão ambiental na COP28 veio por meio da articulação com a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COAIB).

“Estivemos presentes nas discussões, planejando nossas demandas e levando a voz dos povos indígenas do Brasil sobre o desmatamento e a crise climática que afeta nossas vidas”, contou Marcilene. Ela também ressaltou o papel das mulheres indígenas como defensoras e articuladoras em questões ambientais e sociais.

Essa foi a primeira vez que a estudante de Ciências Naturais participa de uma conferência global, com representantes de outros países. “É muito importante falar por nós mesmas nesses espaços de debate, em que somos o centro das discussões, falando sobre como ainda somos desrespeitados, nossos corpos sendo violados e mortos por grandes empreendimentos. Quando falamos sobre desmatamento, também estamos falando sobre nossos corpos”, enfatizou a líder indígena.

Marcilene Guajajara também destacou a importância da confluência entre o conhecimento tradicional indígena com a educação formal para enfrentar os desafios contemporâneos. “Participar das discussões e levar o nome do Proetnos para esses espaços foi ótimo para mim. Aprendi muito e volto satisfeita com esse aprendizado”, completou.

Ao participar de uma conferência com relevância global e regressar ao próprio território, incluindo ao Proetnos, Marcilene Guajajara contribui para o fortalecimento de uma geração de líderes indígenas que se tornam agentes de mudança. Sua voz na COP 28 não apenas ecoa as preocupações urgentes dos povos indígenas, mas, também, inspira outros a se unirem na luta pela preservação ambiental, justiça social e epistêmica.

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